enxaguante bucal

→ Enxaguante bucal: tudo o que você PRECISA saber.

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É muito comum ouvir dos pacientes perguntas sobre o uso do enxaguante bucal (ou Antisséptico bucal). É importante ter conhecimento do que é mito e verdade sobre o uso. Basicamente, escuto estas perguntas com mais frequência:

  • Devo utilizar enxaguante bucal?
  • Uso diariamente?
  • Uso por quanto tempo?
  • Qual o melhor enxaguante bucal?

O fato é: existem indicações para o uso de enxaguantes bucais. O uso indiscriminado deles pode trazer prejuízos à saúde, sem falar que tendem a mascarar problemas, quando utilizados sem o devido tratamento, como por exemplo, o mau hálito (halitose).

 
 
 

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Vamos discutir as principais dúvidas que recebo dos meus pacientes no consultório sobre o uso do enxaguante bucal:

Posso usar o enxaguante bucal diariamente na minha higiene bucal?

Não, salvo em casos específicos, como por exemplo para tratamento complementar da periodontite (piorréia ou doença periodontal) ou no pós operatório de uma cirurgia oral, como por exemplo uma extração de dente. Uma boa higiene bucal e visitas periódicas ao dentista (a cada 6 meses) já são suficientes para se ter uma boa saúde bucal.

Os enxaguantes bucais  pode substituir a escovação dental?

Definitivamente NÃO! A remoção mecânica da placa bacteriana ocorre da escovação dentária. O enxaguante bucal não promove a remoção da placa bacteriana nem dos restos alimentares localizados entre os dentes.

O enxaguante bucal trata a gengivite e o sangramento na gengiva?

Não. Apesar de ter uma atuação conjunta com o tratamento de gengivite realizado pelo dentista, ele sozinho tem apenas uma função paliativa (o problema vai e volta), visto que o tratamento correto tem que ser na CAUSA que é a PLACA BACTERIANA localizada na superfície dos dentes.

Qual é a utilidade do enxaguante bucal na saúde oral?

O enxaguante bucal tem ação nas bactérias que causam problemas de saúde bucal. Do outro lado, eles não atuam na placa bacteriana que já está formada na superfície dos dentes, por isso que, quando ele for indicado, deve ter um uso complementar à escovação dentária.


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O enxaguante elimina o mau hálito?

Não. O tratamento da halitose (mau hálito) ocorre através do combate à causa que, na maioria esmagadora dos casos, encontra-se na boca. Partindo deste pressuposto, gengivite e periodontite podem ocasionar mau hálito, e ambos os problemas só podem ser tratados pelo dentista. O produto até deixa um gosto legal na boca, mas dura poucas horas.

Os enxaguantes bucais são diferentes? Qual o melhor?

Embora haja modificações nos princípios ativos dos enxaguantes bucais, eles possuem o mesmo objetivo: atuar nas bactérias que causam problemas de saúde bucal.

Posso engolir o enxaguante bucal?

Não. O uso do enxaguante bucal deve se restringir à boca, através do bochecho e, logo em seguida, eliminar o líquido. A ingestão do líquido pode causar episódios eméticos (vômito) no indivíduo), podendo ocorrer a necessidade de intervenção médica.

O álcool presente no enxaguante bucal afeta o resultado do teste do bafômetro?

Não. Embora muitos enxaguantes bucais tenham deixado de lado o uso do álcool na sua composição, a quantidade é muito pequena e não é ingerida. É importante saber que o álcool ingerido é metabolizado pelo organismo e exalado pelos pulmões.

Uso indiscriminado de enxaguante bucal desenvolve problemas nos dentes e tecidos orais?

O uso indiscriminado dos enxanguantes bucais pode causar danos aos tecidos orais. Estudos também mostraram que o PH contido em um enxaguante bucal da marca X apresenta abaixo do valor crítico, isto é, promove a dissolução do esmalte dentário. 

O enxaguante bucal pode provocar câncer?

Determinados evacuantes bucais contêm álcool nas mais variadas concentrações, que causam ressecamento das células do epitélio bucal, dando a sensação de “frescor” por tempo prolongado. Inclusive, existem estudos que relacionam o uso contínuo do enxaguante bucal com álcool ao câncer bucal.

A argumentação das empresas para uso dos enxaguantes bucais partem do pressuposto que combatem a formação da placa bacteriana e deixam um hálito mais saudável (principal motivo das vendas).

Outros enxaguantes bucais contêm a substância clorexidina, cujo uso é muito restrito e deve ser orientado por um dentista. O uso prologando desta substância pode acarretar na  modificação do paladar e em manchamento dos dentes.

A ideia de que “combate isso ou aquilo” vai muito mais além: os clientes terminam substituindo a escovação por um simples bochecho de 30 segundos, dando a falsa impressão de higiene e gostinho saudável na boca.  

Já vi casos de clientes realizarem bochechos mais de 5 vezes por dia, na tentativa de mascarar o mau hálito. Ou seja, existe um claro combate ao sintoma e não à causa do mau hálito, que é realizada pelo dentista, em sua maioria esmagadora dos casos.

É importante salientar que a principal forma de combate e controle da formação da placa bacteriana é feita por remoção mecânica através da escovação dental. O simples bochecho com enxaguante bucal é  apenas paliativo. 

Minha opinião: se tiver uma higiene boa, deixe de lado os enxaguantes bucais. Há casos específicos para seu uso. Para que expor seus tecidos orais a  substâncias se eles já estão muito bem protegidos? É como se fosse tomar um remédio de dor de cabeça sem estar com dor de cabeça. 

P.S.: utilize um enxaguante bucal SEMPRE sob indicação de um dentista.


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Grande abraço!

Wilson Correia Jr.

 

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