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→ Flúor na pasta dental realmente faz bem à saúde bucal?

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É incontestável a importância do flúor na saúde dental e na diminuição da ocorrência da cárie dentária. Inúmeros estudos mostram seus benefícios, contudo, ainda há controvérsias no seu uso em pastas dentais.

1 – O que é o flúor?

O flúor é um mineral facilmente encontrado na natureza. Trata-se de um elemento químico que, dependendo da concentração utilizada, pode ser maléfico à saúde do indivíduo. Em pequenas quantidades, o flúor se acumula no tecido ósseo e dentário, promovendo aumento da resistência.

A partir de estudos sobre este elemento químico, percebeu-se que o flúor artificial promove aumento da resistência da estrutura dentária pela formação de dentes mais fortes.

Partindo deste pressuposto, estudiosos e pesquisadores associaram este elemento químico aos dentifrícios (pastas dentais) e às águas do abastecimento público.

Diante de estudos de décadas, percebeu-se que estes mecanismos de incorporação do flúor reduziram drasticamente a incidência de cárie nos indivíduos eram submetidos a estas terapias. Estima-se que a incorporação de flúor aos cremes dentais reduziu a incidência de cárie em 40%.

2 – Qual a importância do flúor no combate à cárie dentária?

Quando utilizado na quantidade correta, promove grandes benefícios à saúde bucal, logo, sua incorporação aos cremes dentais e materiais odontológicos tornou-se inevitável.

Praticamente todos os cremes dentais apresentam flúor em sua composição, com sua concentração variando entre 1000 a 1500 ppm (partes por milhão).

O flúor em contato com o esmalte dentário forma uma substância chamada fluoreto de cálcio, que como já foi dito, apresenta uma resistência maior aos agentes bacterianos que causam a cárie.

Para quem não sabe, a cárie é decorrente do ataque ácido proveniente de determinadas bactérias localizadas no ambiente bucal. Desta forma, o processo carioso pode ser revertido em alguns casos, mas geralmente se torna mais lento.

O flúor também tem ação no processo de desmineralização e remineralização natural, que ocorre em um intervalo de 3 horas após as refeições. Como a estrutura dentária está mais forte com a formação do fluoreto de cálcio, o processo de desmineralização se dá de maneira mais amena, isto é, a formação de cavidade (buraco) na superfície dentária ocorre mais lentamente.

A incorporação do flúor às águas dos abastecimentos públicos constitui-se uma importante política pública na prevenção e combate à cárie além de se considerada a melhor relação custo benefício, em se tratando de saúde pública.

3 – O flúor é indicado para todas as idades?

Crianças muito pequenas (menor que 2 anos) não apresentam controle na deglutição, sendo grande a probabilidade de engolir a pasta dental (aproximadamente 30% do produto).

Caso o dentista recomende o uso de creme dental com flúor, a quantidade de pasta deve ser do tamanho de um grão de arroz.

No mercado, há cremes dentais sem flúor em sua composição, o que termina por oferecer uma maior segurança à criança menor de dois anos.

4 – É verdade que o flúor pode fazer mal à saúde?

Como qualquer substância usada em excesso, o flúor pode ocasionar intoxicação que pode variar de um simples episódio emético (vômito) ao coma. Deixo claro aqui que há a necessidade da ingestão de grande quantidade de flúor para que esta última ocorra (coma).

O uso adequado de flúor associado ao cuidado ou ao não uso de pastas fluoretadas em crianças muito pequenas evita estes problemas.

Percebo muito em meus clientes a associação da eficácia do flúor à quantidade de pasta. É importante saber que a eficácia do flúor está na frequência de uso e não na quantidade utilizada na escovação.

A quantidade de flúor em excesso no organismo das crianças pode ocasionar um quadro chamado fluorose dental (foto abaixo), que consiste no aparecimento de manchas na superfície dentária e aumento da porosidade do esmalte. O aparecimento destas manchas é decorrente da não degradação da matriz protéica existente na formação dentária. Tal situação compromete a estética dental .

Esta situação ocorre quando a criança ingere quantidades consideráveis de flúor por períodos prolongados e na fase de formação dentária (11 meses aos 7 anos).

A ingestão de flúor pode surgir de uma combinação de fontes (alimentação, águas fluoretadas, cremes dentais, etc.), não podendo somente associar o aparecimento da fluorose às águas fluoretadas do abastecimento público.

A concentração de flúor nas águas públicas varia de 0.7 a 1,2 ppm. É realizado um cálculo de acordo com a temperatura da região para se determinar a quantidade ideal de flúor.

Para melhor entendimento, uma determinada região que apresenta temperaturas elevadas tende a ter indivíduos que consomem mais água, logo a concentração de flúor tem que ser menor.

Algumas pastas dentais apresentam quantidades menores de flúor, com o intuito de aumentar as chances de desenvolvimento de fluorose dental.

Contudo, estudos mostraram que tais pastas não apresentam eficácia considerável para indivíduos que consumiam muito açúcar, além de não evitar a fluorose dentária.

Também se deve levar em conta que nem todo o flúor ingerido é absorvido pelo organismo. Se o indivíduo ingeriu uma quantidade de pasta dental após uma refeição, a absorção será menor.

O uso de pastas com concentração normal de flúor (1000 a 1500 ppm) é recomendado, mesmo porque como já foi dito, a fluorose é decorrente de frequente ingestão e não da quantidade ingerida. É possível ver a quantidade no rótulo da pasta dental.

5 – Como ocorre a aplicação de flúor no consultório

É muito comum clientes acharem que o flúor vai “tirar” as cáries dos seus dentes, quando as mesmas estão instaladas. Deixo claro aqui que o flúor previne a cárie, mas não a trata.

Ele apenas retarda seu progresso, contudo, o tratamento é feito de maneira radical e não mais conservadora, isto é, com o uso da caneta odontológica.

Clientes que apresentam alto índice de cárie podem ser tratados com bochechos semanais ou quinzenais de flúor, na concentração indicada pelo Dentista.

Bochechos fluoretados podem ser utilizados na prevenção e combate à cárie dentária, mas deve ser realizado sob supervisão odontológica. Lembro aqui que o período mínimo de tempo entre as consultas odontológicas é de seis meses.

O flúor pode ser usado também para clientes que apresentam exposição radicular, isto é, o tecido gengival desce e deixa exposta a dentina, promovendo dentes sensíveis. Neste caso, bochechos e o uso de vernizes com flúor podem ser artefatos importantes no tratamento da sensibilidade.

Através do contato com a secretaria de saúde bucal de cada município, é possível saber quais áreas apresentam fluoretação de águas do abastecimento público.

Alguns suplementos que contém flúor, como comprimidos, estão sendo evitados pela possibilidade de super dosagem ou de doses muitos prolongadas, baseado no estigma de deixar os dentes “mais fortes”, quando na realidade causará mais malefícios que benefícios.

Já está mais que provado que o uso de flúor tem suma importância no combate e na prevenção da cárie dentária. E não são estudos de meses ou anos que provam isso, mas sim de décadas.

Alguns estados ainda não aderiram a esta política, deixando então de fazer uso da estratégia que apresenta melhor custo-benefício no combate à cárie, em se tratando de ações voltadas para a saúde.

 


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Grande abraço!

Wilson Correia Jr.

 

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