automedicação dor de dente

→ Automedicação: por que você NÃO deve tomar remédios por conta própria.

Este tema é muito importante porque tem uma relação com o consultório odontológico e que merece uma conscientização por parte dos clientes: A automedicação. 

Frequentemente, os clientes fazem uso de medicações por conta própria, isto é, sem consultar um profissional apto para a orientação. E também não é esporádico encontrar clientes utilizando medicações cujos princípios ativos destes seriam realmente eficazes para tratar o problema. 

O que é a Automedicação ?

Consiste no uso de medicações por contra própria sem um amparo de um profissional de saúde para este fim. Esta prática é muito comum em todos os países do mundo. Muitas pesquisas foram realizadas para mensurar a severidade deste problema, não somente no Brasil, mas também em outros países. 

Influência dos atendentes das farmácias, amigos, mídia, dentre outras, nos levam a permanecer nesta prática um tanto quanto perigosa. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), 80 milhões de brasileiros são adeptos e cerca de 20 mil pessoas por ano vão a óbito no país, em decorrência da automedicação.

Todavia, muitas pessoas não conhecem nem ao menos o significado desta prática. Nos países da Europa, há uma fiscalização por parte da associação farmacêutica que promove uma redução na automedicação, diminuindo os problemas oriundos desta prática. 

Estudos mostram que mais de 90% dos adeptos da automedicação sabem que esta prática é perigosa. Destes, mais de 40% já apresentaram efeitos colaterais, mesmo assim, ainda continuam a se automedicar.

 

Prevalência da automedicação na população. 

Conforme pesquisas, esta situação é bastante comum em idosos, contudo, também ocorre nas demais faixas etárias. Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial da Terceira Idade do Rio de Janeiro, 44% dos idosos admitiram que usam medicamentos sem prescrição médica. As medicações mais utilizadas por esta faixa etária são os analgésicos e antiinflamatórios.

 

Quais os problemas em se automedicar? 

A posologia (dose do remédio) correta é justamente o que diferencia a ação eficaz ou danosa da medicação. Problemas comuns são reações de hipersensibilidade à medicação, intoxicação, efeitos colaterais mais acentuados, uso do tempo incorreto, dependência, resistência bacteriana (relacionada a antibióticos), mascaramento de doenças e interações medicamentosas com outras medicações.
  

Motivos da automedicação x acesso 

A facilidade com que a população adquire remédios nos estabelecimentos tem relevante participação neste processo.

No Brasil há uma gama de medicações que podem ser adquiridas sem receita médica, contudo, não que dizer que possam ser comercializados em outros locais que não sejam as farmácias.

Hoje, há diversos estabelecimentos que comercializam medicações, como supermercados, fiteiros, lojas, dentre outros locais, nos quais não há necessidade de uma receita médica para este fim.

 

Motivos da automedicação x influência de terceiros 

De forma geral, podemos considerar com fatores de influência para a automedicação: 

 

A – Amigos e parentes: exercem influência significativa no processo de se automedicar, sendo considerado por muitos estudos a principal influência para este processo. A confiança que é depositada nestes indivíduos a partir do vínculo existente facilita o processo de automedicação; 

B – Televisão e rádio; assim como a questão acima, a mídia, a partir destes meios de comunicação, exerce forte influência. Determinadas medicações, como os colutóides (enxaguatórios bucais) são considerados cosméticos, portanto, não há limites de “propaganda” para estes fármacos.
 

Estes medicamentos passam a ideia de substituição da escovação bucal, logo tendem a mascarar problemas de saúde bucal existentes, como a gengivite e o mau hálito.

Além disso, há estudos que mostram a relação destes produtos com o câncer bucal. Alguns analgésicos são apresentados muitas vezes como drogas seguras, contudo, há diversos estudos que mostram a relação destes analgésicos com problemas hepáticos graves. 

Já discutimos os temas relacionados a gengivite e mau hálito. Caso não tenha lido, basta clicar aqui (gengivite) e aqui (mau hálito). 

C – Livros, jornais e revistas, internet: Diferem do item B apenas pelo fato da abrangência de público se menor e pelo fato de conter explicações sobre as medicações; 

D – Farmácias, em particular os balconistas: os atendentes de farmácia exercem considerável influência visto que, muitas vezes, são vistos como farmacêuticos capacitados para este fim, chegando até a indicar outra medicação e a posologia desta.

 

Automedicação x acesso ao serviço de saúde 

A dificuldade que boa parte da população brasileira tem conseguir acesso médico-odontológico pode ser considerada como “justificativa” para os usuários de medicações por contra própria.

Determinadas especialidades são escassas no serviço de saúde público, demorando semanas ou até meses para se conseguir marcação. Diante disso, o indivíduo tende a se automedicar, podendo ser afetado pelos meios de influências discutidos acima.

Vale salientar que, nos dias atuais, um certo grau de automedicação seria desejável, visto que reduziria a demanda e os gastos no serviço de saúde. Por outro lado, um aumento no uso indesejado de medicações poderia aumentar o nº de consultas e de internações, logo, aumentaria os custos. 

Automedicação x medicações alternativas

Diversas plantas medicinais fazem parte do “tratamento” de diversos brasileiros, porém, é importante ressaltar que muitas dessas plantas não possuem eficácia comprovada cientificamente, sendo muitas vezes sua eficácia relacionada a doenças psicossomáticas (psicológicas) do que à planta em si. 

Na minha vida profissional, já me deparei com diversos tipos de tratamento para dor de dente, dando destaque ao perfume, ervas medicinais, cachaça, gasolina, querosene, cloro, dentre outras.

Estas substâncias causam um certo “conforto” por provocarem a morte da polpa dental quando em contato com as mesmas, porém estes “tratamentos” poderiam por em risco a vida do indivíduo. 

Automedicação x mascaramento de doenças

A automedicação pode mascarar as doenças, no caso aqui, as doenças de ordem bucal. Muitas vezes, indivíduos com dor dentária fazem uso de analgésicos, antiinflamatórios ou até mesmo antibióticos, conseguindo tratar o sintoma e não a causa da doença.

Um exemplo prático são os indivíduos que estão com dor de dente decorrente de cárie dentária e fazem uso de analgésicos que vão tratar a dor (sintoma) mas não vão tratar a cárie (causa da dor). Para entender melhor, é algo bem comum se utilizar antibióticos para casos nos quais a medicação correta era antiinflamatório.

Automedicação x antibióticos x resistência bacteriana

O uso indiscriminado de antibióticos cresce a cada dia no Brasil. A falta de informação por parte da população “justifica” a crença de que antibiótico trata tudo. Já atendi clientes que iniciaram um tratamento com antibióticos, quando apenas um antiinflamatório resolveria a situação. 

O uso desnecessário dessas medicações faz com que haja um aumento da resistência bacteriana, isto é, medicações que antes surtiam efeito, não fazem mais porque as bactérias apresentaram resistência às mesmas.

Isto geralmente se dá pelo uso incorreto da medicação (posologia e horários errados, não utilizar a medicação no período de dias necessário, utilizar sem necessidade, etc.).

A automedicação pode trazer muitos prejuízos à saúde do indivíduo. Devem-se levar em conta os sinais e sintomas das doenças antes de se automedicar. Para aqueles que possuem o “luxo” de consultas médicas com facilidade, a utilização destas seriam importantes para o correto uso das medicações.

Por outro lado, a dificuldade de acesso a serviços médico-odontológicos por parte da população que utiliza os serviços públicos torna-se um fator potencial para o estímulo à prática da ingestão inadequada de medicamentos.

Políticas públicas para eliminar ou minorar este problema são necessárias. Programas relacionados com a automedicação que poderiam ajudar e muito neste problema.

 


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Caso haja alguma dúvida, não hesite em perguntar abaixo! Mande sua dúvida que farei de tudo para te ajudar!

Grande abraço!

Wilson Correia Jr.

 

 

Comment on "→ Automedicação: por que você NÃO deve tomar remédios por conta própria."

  1. Mirna

    Olá! Eu acredito que a auto-medicação é muito ruim, porque às vezes causa uma série de danos à saúde. O mais importante, cuidar da nossa saúde bucal e higiene dental. A dentistica restauradora está disponível para todos, existem sites que não são muito caros e são muito bons.

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