Restauração dentária de amálgama

→ Restauração dentária de amálgama: tudo o que você precisa saber.

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Como já comentei aqui, Um dos artigos que possuo mais visitas é o que faço um comparativo entre restauração dentária de amálgama de prata (restauração prateada) e a restauração dentária de resina composta (da cor do dente). Associado a isso, recebi e recebo até hoje diversas dúvidas sobre o assunto.

Vamos discutir hoje sobre a restauração dentária de amálgama de prata (conhecida popularmente como restauração prateada ou restauração de platina), muito solicitada por diversos pacientes, principalmente por apresentar maior durabilidade. 

O que é a restauração dentária de amálgama de prata (restauração prateada ou restauração de platina)?

A restauração de dente com amálgama tem por objetivo reconstruir a estrutura do dente perdida por diversos motivos. Em geral, usa-se amálgama de prata no dente nos casos de cárie dentária e traumatismo dentário (dente quebrado).

O uso da restauração dentária de amálgama vem decaindo com o passar do tempo, principalmente porque o paciente prefere a restauração dentária de resina (da cor do dente) por motivos estéticos.. Há muitas dúvidas que cercam este tipo de restauração dentária que serão discutidos aqui hoje.

Veja abaixo as dúvidas mais comuns sobre a restauração dentária de amálgama (restauração prateada ou restauração de platina)

1. Depois de quanto tempo poderei mastigar em cima do dente restaurado com amálgama de prata?

Durante a realização da restauração dentária de amálgama, o mesmo é colocado mole no dente, para que o dentista possa adaptá-la nas paredes do dente com mais facilidade.

Diferente da restauração dentária de resina composta (da cor do dente), a Restauração dentária de amálgama requer um período de algumas horas para o endurecimento do amálgama, que geralmente dura entre 8 a 10 horas, só sendo possível mastigar em cima deste dente após este período de tempo.

2. Acabei de fazer a Restauração dentária de amálgama e sinto algo “topando” quando mordo. O que fazer?

Diferente da restauração dentária de resina, a restauração  dentária de amálgama demora um bom tempo para endurecer.

Logo, Após o procedimento, por mais que o paciente relate que está alta a restauração, no decorrer do dia ela se adaptará à mordida, uma vez que ela não está endurecida ainda.

3. Coloquei amálgama no meu dente e agora ficou doendo

Quando este tipo de dor ocorre com a restauração dentária de resina, é decorrente dos produtos químicos nela contidos que podem causar alguma agressão à dentina, resultando em dor. Porém, na restauração de amálgama, não há interação dos produtos com os tecidos do dente.

Dessa forma, quando a dor persiste por dias, já se pode começar a pensar em tratamento de canal do dente.

4. Quando passo a língua em cima da restauração no dente, sinto que está áspero e grosso.

Talvez seja um dos problemas mais fáceis de resolver. Trata-se apenas de realizar um polimento na superfície da restauração que está com a superfície rugosa. Tal procedimento é realizado pelo dentista.

5. Todo mundo pode usar amálgama no dente?

Na maioria esmagadora dos casos sim, principalmente  em pacientes especiais (que tenham dificuldades motoras que dificultam a higiene bucal)  ou em pacientes que apresentam o alto índice de cárie dentária. 

 6. Fiz uma restauração dentária de amálgama e dói quando mastigo

Outra queixa que também pode ocorrer é relatos de dor de dente durante a mastigação. Tal situação deverá ser discutida com o dentista, principalmente se a cavidade (buraco) do dente for profunda, sendo necessário colocar um material isolante no fundo da cavidade. Uma radiografia identificará se há alguma falha na restauração do dente.

7.Coloquei amálgama no dente e ele virou um tratamento de canal

A necessidade de tratamento de canal, na maioria dos casos, ocorre por cárie dentária ou trauma dental. Poucos são os casos nos quais uma restauração dentária de amálgama lesiona o nervo do dente a tal ponto que tenha que fazer um tratamento de canal.

8. O mercúrio da restauração dentária de amálgama faz mal?

Há diversos estudos mostrando que a quantidade de mercúrio nas restaurações de amálgama não causam prejuízo à saúde do paciente.  Poderia passar horas explicando o que já foi explicado em diversos estudos, mais deixo a palavra para o Dr. José Mondelli. Veja abaixo algumas conclusões de suas pesquisas:

O dentista deve sempre lembrar que existem três formas de mercúrio: inorgânico, orgânico e elementar. O mercúrio existente no amálgama é o inorgânico (ou metálico), portanto, mal absorvido pelo intestino e, quando eventualmente absorvido, a maior parte tende a permanecer neste estado até sua excreção pela urina.

Estes compostos são totalmente diferentes do mercúrio orgânico, que é altamente tóxico, presente em peixes e mariscos de água contaminada e em alguns pesticidas e herbicidas. Ele é rapidamente absorvido pelo organismo. Já o mercúrio elementar resulta da inalação de vapores (acidente de trabalho). O vapor de mercúrio é absorvido e oxidado completamente à sua forma inorgânica.

O mercúrio pode penetrar no organismo na forma elementar, inorgânica ou orgânica. A forma elementar possui uma alta pressão de vapor, sendo classificada como um contaminante industrial e não de ambiente. A sua principal via de absorção é o trato respiratório. O mercúrio inorgânico é a forma oxidada do mercúrio elementar, sendo muito pouco absorvido por animais ou plantas. Já o mercúrio orgânico é considerado um contaminante de ambiente e poluente, sendo 95% absorvidos pelo trato gastrointestinal.

1-O organismo não é capaz de transformar grandes quantidades de mercúrio inorgânico do amálgama em orgânico, que é tóxico. A quantidade de mercúrio que o organismo absorve proveniente do amálgama é muito pequena se comparada à absorvida dos alimentos (1-AMERICAN DENTAL ASSOCIATION. Council on Scientific Affairs. Dental amalgam: update on safety concerns. J Am Dent Assoc, Chicago, v. 129, n. 4, p. 494-503, Apr. 1998. Disponível em: .

2 – FDA – Food and Drug Administration. Center for Devices and and Radiological Health. Class II special controls guidance document: dental amalgam, mercury, and amalgam alloy – guidance for Industry and FDA staff. Silver Spring: FDA, 2011. Disponível em .)

A US Food and Drug Administration chegaram a uma conclusão semelhante em 2009 e, provavelmente, emitiram o melhor relatório das evidências em relação à segurança do amalgama dentario (ver http:www.fda.govcdrM consumeramalgams).

Se quiser ler o artigo na íntegra, clique aqui.


Embora as restaurações de amálgama apresentem uma resistência superior à restauração dentária de resina, há indicações para seu uso. É importante discutir com o dentista antes de partir para a colocação, principalmente se for para substituir a restauração prateada pela de resina.


 

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Grande abraço!

Wilson Correia Jr.

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